domingo, 1 de maio de 2011

Madrugada vazia

Mais uma noite vazia em que espero sozinha por ti, não apareces.
Deambulo o meu corpo nu  gelado pela casa, espreito pela janela e não te vejo. O gira discos parou de tocar,  sento- me no sofá, acendo mais cigarro e espero. Volto a janela, abro e vou para a varanda onde a forte luz do candeeiro da rua bate no meu corpo despido. Arrepiada volto para dentro e choro por não estares ali, choro por não mais poder sentir o toque da tua mão na minha pele, choro por não mais sentir os teus beijos o teu corpo entrelaçado no meu, por não sentir-te mais dentro de mim. Mais uma madrugada vazia, em que ainda sinto o teu aroma no meu corpo. Á janela o meu corpo nu reflectido pela luz ainda sente as convulsões daquelas madrugadas em branco em que fodiamos.
Sozinha nesta madrugada vazia, o meu corpo nu gela por já não te ter aqui.


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